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Regulação

Energia solar em 2026: créditos, Fio B e o que fica na conta

O percentual de 2026 não incide sobre a conta inteira. Veja o que conferir no enquadramento e na simulação.

Blog WattMetria3 min de leitura

Fontes conferidas em

Instalar energia solar não torna todas as contas de luz iguais. O faturamento depende do enquadramento da unidade, das regras de compensação e das tarifas aplicáveis. Para entender uma proposta em 2026, separe três assuntos: energia gerada, energia compensada e cobranças que permanecem.

O que representa o percentual de 2026

O artigo 27 da Lei 14.300, no texto atualizado da Câmara dos Deputados, prevê em sua transição ordinária o percentual de 60% a partir de 2026 sobre componentes de distribuição especificadas na lei, aplicadas à energia ativa compensada. Essa parcela é frequentemente resumida no mercado como Fio B.

Isso não significa cobrança de 60% da conta inteira, nem de 60% de toda a energia produzida. A própria lei distingue situações, inclusive unidades abrangidas pelo artigo 26 e regras específicas para determinados projetos. Não determine o tratamento de uma instalação apenas pelo ano em que recebeu uma proposta comercial.

Um exemplo apenas para entender a base

Suponha, em um exercício hipotético, 300 kWh compensados e R$ 0,20 por kWh de componentes sujeitas à transição ordinária. Aplicar 60% a essa base resultaria em R$ 36: 300 × 0,20 × 0,60.

Os R$ 0,20 não representam uma tarifa verificada de distribuidora. E os R$ 36 não representam o total da fatura. O exemplo existe para mostrar a diferença entre percentual, base tarifária e quantidade de energia. Tributos, faturamento mínimo e outras particularidades exigem análise do caso concreto.

Créditos não são dinheiro disponível

Segundo a ANEEL, os créditos de energia têm validade de 60 meses. Eles integram o mecanismo de compensação; não são um saldo bancário nem uma bateria física. Produzir excedentes sem perspectiva de uso pode reduzir a utilidade econômica do dimensionamento.

A agência também informa a existência do custo de disponibilidade para consumidores de baixa tensão: valor em reais equivalente a 30, 50 ou 100 kWh, conforme ligação monofásica, bifásica ou trifásica. A aplicação concreta deve ser conferida com as demais regras do enquadramento, evitando simplesmente somar todas as parcelas de exemplos distintos.

O que pedir antes de assinar

Solicite que o orçamento identifique o enquadramento regulatório utilizado, a distribuidora, a tarifa de referência e a data da simulação. Peça também a separação entre geração estimada, autoconsumo simultâneo, energia enviada à rede e energia compensada. Uma planilha que mistura essas quantidades dificulta conferir o resultado.

Se o vendedor afirmar que sua instalação tem um tratamento especial, peça o fundamento e os documentos correspondentes. Se apresentar uma economia mensal única, pergunte como ela varia nos meses de maior e menor geração. Guarde a memória de cálculo junto da proposta.

Este conteúdo é educativo e foi verificado em 30 de setembro de 2026. Ele não substitui análise regulatória individual, nem transforma uma hipótese de simulação em direito adquirido. Antes da contratação, confirme as condições aplicáveis com a distribuidora e o responsável técnico. Uma boa decisão começa por saber exatamente qual regra está sendo usada e sobre qual quantidade de energia ela incide.

Fontes para aprofundar

Conteúdo informativo. O resultado de cada projeto depende de condições locais, premissas técnicas e regras aplicáveis. A WattMetria apoia o pré-dimensionamento e não substitui o projeto elétrico executivo. Valide os dados com um profissional habilitado e com a sua distribuidora.
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